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Opositor Umaro Sissoco Embalo eleito presidente da Guiné-Bissau

Embalo venceu segundo turno com 53,55% dos votos. Oposição alega fraude e contesta resultados.
Opositor Umaro Sissoco Embalo eleito presidente da Guiné-Bissau
Foto: Divulgação
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Opositor Umaro Sissoco Embalo eleito presidente da Guiné-Bissau

G1/Mundo

O candidato do partido de oposição da Guiné-Bissau, o ex-primeiro-ministro Umaro Sissoco Embalo, foi eleito presidente com 53,55% dos votos no segundo turno das eleiçõs presidenciais. O resultado é contestado por seu adversário, que denuncia fraude.

Embalo, de 47 anos, conseguiu compensar os 12 pontos que seu adversário - o também ex-primeiro-ministro e presidente do maior partido do país, o PAIGC, Domingos Simoes Pereira - tinha de vantagem no primeiro turno.

"Os resultados provisórios que foram proclamados estão cheios de irregularidades, nulidades e manipulações, que (constituem) uma fraude eleitoral. Não podemos aceitar esse resultado", disse Pereira aos seguidores, na sede de seu partido.

"Traremos todas as evidências que mostram que os resultados foram alterados", acrescentou o chefe do PAIGC, anunciando um "pedido de anulação" após consulta com seus consultores jurídicos.

Enquanto isso, os apoiadores de Embalo invadiram o centro da capital Bissau improvisando instrumentos com panelas, chifres e latas, cantando e dançando e carregando uma kufiyya vermelho e branca gigante - lenço típico de Embalo.

"Serei presidente da concórdia nacional. A euforia da campanha acabou. Preciso que todos criem uma nova Guiné-Bissau", disse Sissoco Embalo, do partido MADEM - dissidente do PAIGC -, na sede de seu partido.

A ONU parabenizou as autoridades eleitorais pelo processo e pediu que "todos os militantes continuem mostrando moderação durante o período pós-eleitoral", em um comunicado divulgado quarta-feira por seu chefe na África Ocidental e no Sahel, Mohamed Ibn Chambas.

"As eleições foram bem desenvolvidas. Um candidato venceu. Ele terá muitas responsabilidades nestes tempos difíceis que a Guiné-Bissau está passando", disse à AFP Elisa Pinto, observadora de uma rede de organizações da sociedade civil.

A participação foi de 72,67%, quase idêntica à do primeiro turno, em 24 de novembro, mais de 761.676 eleitores registrados, segundo a CNE.

A Guiné-Bissau, um pequeno país de 1,8 milhão de habitantes, está em crise há quatro anos devido a divergências entre o PAIGC e o presidente José Mario Vaz.

Desde a sua independência, sofreu golpes frequentes, o último em 2012, liderado por um exército que há muito se dedica à vida política e está ligado ao tráfico de cocaína da América Latina.

No entanto, o chefe de gabinete, general Biague Na Ntam, disse que os militares permanecerão no quartel desta vez.

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O candidato do partido de oposição da Guiné-Bissau, o ex-primeiro-ministro Umaro Sissoco Embalo, foi eleito presidente com 53,55% dos votos no segundo turno das eleiçõs presidenciais. O resultado é contestado por seu adversário, que denuncia fraude.

Embalo, de 47 anos, conseguiu compensar os 12 pontos que seu adversário - o também ex-primeiro-ministro e presidente do maior partido do país, o PAIGC, Domingos Simoes Pereira - tinha de vantagem no primeiro turno.

"Os resultados provisórios que foram proclamados estão cheios de irregularidades, nulidades e manipulações, que (constituem) uma fraude eleitoral. Não podemos aceitar esse resultado", disse Pereira aos seguidores, na sede de seu partido.

"Traremos todas as evidências que mostram que os resultados foram alterados", acrescentou o chefe do PAIGC, anunciando um "pedido de anulação" após consulta com seus consultores jurídicos.

Enquanto isso, os apoiadores de Embalo invadiram o centro da capital Bissau improvisando instrumentos com panelas, chifres e latas, cantando e dançando e carregando uma kufiyya vermelho e branca gigante - lenço típico de Embalo.

"Serei presidente da concórdia nacional. A euforia da campanha acabou. Preciso que todos criem uma nova Guiné-Bissau", disse Sissoco Embalo, do partido MADEM - dissidente do PAIGC -, na sede de seu partido.

A ONU parabenizou as autoridades eleitorais pelo processo e pediu que "todos os militantes continuem mostrando moderação durante o período pós-eleitoral", em um comunicado divulgado quarta-feira por seu chefe na África Ocidental e no Sahel, Mohamed Ibn Chambas.

"As eleições foram bem desenvolvidas. Um candidato venceu. Ele terá muitas responsabilidades nestes tempos difíceis que a Guiné-Bissau está passando", disse à AFP Elisa Pinto, observadora de uma rede de organizações da sociedade civil.

A participação foi de 72,67%, quase idêntica à do primeiro turno, em 24 de novembro, mais de 761.676 eleitores registrados, segundo a CNE.

A Guiné-Bissau, um pequeno país de 1,8 milhão de habitantes, está em crise há quatro anos devido a divergências entre o PAIGC e o presidente José Mario Vaz.

Desde a sua independência, sofreu golpes frequentes, o último em 2012, liderado por um exército que há muito se dedica à vida política e está ligado ao tráfico de cocaína da América Latina.

No entanto, o chefe de gabinete, general Biague Na Ntam, disse que os militares permanecerão no quartel desta vez.

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G1/Mundo

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