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Personagem de música de Mano Walter, morre aos 84 anos

"Zé Dinga de Quebrangulo" ficou conhecido ao ter sua história contada na música "Gibão Velho Remendado"
Personagem de música de Mano Walter, morre aos 84 anos
Foto: Divulgação
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Personagem de música de Mano Walter, morre aos 84 anos

Gazeta Web

Morreu, nesta quinta-feira (24), o fazendeiro "Zé Dinga de Quebrangulo", de 84 anos, que ficou conhecido ao ter sua história contada na canção "Gibão Velho Remendado", interpretada pelo cantor alagoano Mano Walter. Ele faleceu no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.

De acordo com informações dos familiares, José Ferreira Cavalcante, conhecido como "Zé Dinga", contraiu uma infecção no intestino e acabou não resistindo.  

O fazendeiro era natural do Sítio Lajes, localizado na cidade de Quebrangulo, interior de Alagoas. Ainda segundo a família, ele passou boa parte da sua vida realizando negócios na área do agronegócio, como a compra e venda de bovinos. O esporte mais praticado por 'Zé Dinga' eram as festas de pega boi no mato, história contada na música cantada por Mano Walter. 

O corpo do fazendeiro será velado na Fazenda Pau-Sangue, Zona Rural de Palmeira dos Índios, agreste alagoano. 

Relembre a letra da música "Gibão velho Remendado":

Meu gibão velho remendado, de tanto eu correr rasgou,

Me faz lembrar ao passado, nos tempos do meu avô,

Em 98 ano, veio um cristão desumano, Levou, me deixo impando.

Sentindo tristeza e dor.

Ninguém somava o valor Daquele velho gibão, Um vaqueiro sem pudor,

Me fez essa traição, Usar outro não tem jeito, me sito insatisfeito,

Porque veio mal sujeito, levou meu gibão de couro.

Meus olhos são rio de choro, No meio da rapaziada,

Não inveje seu colega, quando ele entrar na mata fechada,

Já foi meu gibão meu gorro, Sem meu gibão eu não corro,

De desgosto eu quase morro, Pra mim morreu vaquejada.

Tantas festas organizadas, Pra corre boi na madeira,

Dez gibão novo não serve, Pra mim dá uma carreira,

E o consolo é quem me resta, Quebrar meu chapéu na testa

Ficar bebendo nas festas, de guarda peito e perneira.

E eu peço a classe vaqueira, Que brinque sem ter desaforo,

Não inveja sem colega, quando ele pegar um touro,

*São palavras de Zé Dinga que se afastou da caatinga

Por que levaram a minguá seu gibão velho de couro*

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Morreu, nesta quinta-feira (24), o fazendeiro "Zé Dinga de Quebrangulo", de 84 anos, que ficou conhecido ao ter sua história contada na canção "Gibão Velho Remendado", interpretada pelo cantor alagoano Mano Walter. Ele faleceu no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.

De acordo com informações dos familiares, José Ferreira Cavalcante, conhecido como "Zé Dinga", contraiu uma infecção no intestino e acabou não resistindo.  

O fazendeiro era natural do Sítio Lajes, localizado na cidade de Quebrangulo, interior de Alagoas. Ainda segundo a família, ele passou boa parte da sua vida realizando negócios na área do agronegócio, como a compra e venda de bovinos. O esporte mais praticado por 'Zé Dinga' eram as festas de pega boi no mato, história contada na música cantada por Mano Walter. 

O corpo do fazendeiro será velado na Fazenda Pau-Sangue, Zona Rural de Palmeira dos Índios, agreste alagoano. 

Relembre a letra da música "Gibão velho Remendado":

Meu gibão velho remendado, de tanto eu correr rasgou,

Me faz lembrar ao passado, nos tempos do meu avô,

Em 98 ano, veio um cristão desumano, Levou, me deixo impando.

Sentindo tristeza e dor.

Ninguém somava o valor Daquele velho gibão, Um vaqueiro sem pudor,

Me fez essa traição, Usar outro não tem jeito, me sito insatisfeito,

Porque veio mal sujeito, levou meu gibão de couro.

Meus olhos são rio de choro, No meio da rapaziada,

Não inveje seu colega, quando ele entrar na mata fechada,

Já foi meu gibão meu gorro, Sem meu gibão eu não corro,

De desgosto eu quase morro, Pra mim morreu vaquejada.

Tantas festas organizadas, Pra corre boi na madeira,

Dez gibão novo não serve, Pra mim dá uma carreira,

E o consolo é quem me resta, Quebrar meu chapéu na testa

Ficar bebendo nas festas, de guarda peito e perneira.

E eu peço a classe vaqueira, Que brinque sem ter desaforo,

Não inveja sem colega, quando ele pegar um touro,

*São palavras de Zé Dinga que se afastou da caatinga

Por que levaram a minguá seu gibão velho de couro*

Fonte

Gazeta Web

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