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Peru não estará isento de protestos enquanto não reduzir desigualdade, diz Vizcarra

Declaração foi dada a empresários durante encontro em Paracas, ao sul de Lima.
Peru não estará isento de protestos enquanto não reduzir desigualdade, diz Vizcarra
Foto: Renato Pajuelo / Andina / AFP
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Peru não estará isento de protestos enquanto não reduzir desigualdade, diz Vizcarra

G1/Mundo

O Peru não está isento de protestos sociais e políticos como os que diversos países da América Latina vivenciam enquanto não reduzir a pobreza e combater a corrupção, disse o presidente peruano, Martín Vizcarra, na quinta-feira (28).

Vizcarra afirmou que a "autêntica" economia de livre mercado que ajuda o desenvolvimento país é aquela que promove e protege os interesses das maiorias, fomentando a competição, e não só os pequenos grupos de poder, em uma crítica aberta a empresários reunidos ao sul de Lima.

"A enorme tensão política que temos vivenciado há vários anos prejudicou o crescimento econômico. Mas a saída institucional e democrática dela, com um chamado para eleições [legislativas] incluídas, reduziu o risco de cair em situações lamentáveis que afetam fortemente muitos países irmãos", disse Vizcarra.

"Mas devemos deixar claro que esse perigo existe e há questões que precisam ser enfrentadas", declarou, na reunião de negócios do Conselho Anual de Executivos (Cade), realizada em Paracas, a 260 km ao sul de Lima.

As ruas de países como Chile, Colômbia, Equador e Bolívia são palco de protestos sociais e políticos há várias semanas, principalmente em rejeição às agendas de livre mercado de seus líderes, os quais são culpados pelos manifestantes pelo crescimento da desigualdade na região ou por denúncias de fraude eleitoral.

No Peru, após meses de confronto com a oposição no Congresso, o governo de Vizcarra decidiu dissolver o desacreditado Parlamento e convocou novas eleições legislativas para janeiro de 2020.

"Não se pode conduzir o Peru para um futuro melhor se mantivermos tudo como está ou se continuarmos a cometer os mesmos erros", disse Vizcarra.

Vizcarra, que assumiu o poder no ano passado após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, convocou os empresários a combater a corrupção, no âmbito político e no privado, diante das recentes revelações de que grandes nomes do mundo corporativo contribuíram para campanhas políticas milionárias, hoje sob a lupa de investigações fiscais.

"Não podemos comercializar políticas se pretendemos desenvolver uma verdadeira economia de mercado para todos. Não podemos procurar que os privilegiados continuem mantendo seu status quo! Os peruanos pedem mudanças, juntem-se a eles!", afirmou.

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O Peru não está isento de protestos sociais e políticos como os que diversos países da América Latina vivenciam enquanto não reduzir a pobreza e combater a corrupção, disse o presidente peruano, Martín Vizcarra, na quinta-feira (28).

Vizcarra afirmou que a "autêntica" economia de livre mercado que ajuda o desenvolvimento país é aquela que promove e protege os interesses das maiorias, fomentando a competição, e não só os pequenos grupos de poder, em uma crítica aberta a empresários reunidos ao sul de Lima.

"A enorme tensão política que temos vivenciado há vários anos prejudicou o crescimento econômico. Mas a saída institucional e democrática dela, com um chamado para eleições [legislativas] incluídas, reduziu o risco de cair em situações lamentáveis que afetam fortemente muitos países irmãos", disse Vizcarra.

"Mas devemos deixar claro que esse perigo existe e há questões que precisam ser enfrentadas", declarou, na reunião de negócios do Conselho Anual de Executivos (Cade), realizada em Paracas, a 260 km ao sul de Lima.

As ruas de países como Chile, Colômbia, Equador e Bolívia são palco de protestos sociais e políticos há várias semanas, principalmente em rejeição às agendas de livre mercado de seus líderes, os quais são culpados pelos manifestantes pelo crescimento da desigualdade na região ou por denúncias de fraude eleitoral.

No Peru, após meses de confronto com a oposição no Congresso, o governo de Vizcarra decidiu dissolver o desacreditado Parlamento e convocou novas eleições legislativas para janeiro de 2020.

"Não se pode conduzir o Peru para um futuro melhor se mantivermos tudo como está ou se continuarmos a cometer os mesmos erros", disse Vizcarra.

Vizcarra, que assumiu o poder no ano passado após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, convocou os empresários a combater a corrupção, no âmbito político e no privado, diante das recentes revelações de que grandes nomes do mundo corporativo contribuíram para campanhas políticas milionárias, hoje sob a lupa de investigações fiscais.

"Não podemos comercializar políticas se pretendemos desenvolver uma verdadeira economia de mercado para todos. Não podemos procurar que os privilegiados continuem mantendo seu status quo! Os peruanos pedem mudanças, juntem-se a eles!", afirmou.

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G1/Mundo

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